terça-feira, 8 de setembro de 2009

YRA 4-6


Ubá é amarelo, assim yrauba é uma abelha dourada.
Os sentidos da abelha são muito desenvolvidos: visão, olfato e paladar. Outra característica admirável é o de organizar-se em sociedade, de tal sorte que a cada indivíduo de acordo com a sua natureza, zangão, abelha ou rainha, bem como a idade que tiver, terá uma tarefa, específica, para cumprir. É fascinante conhecer a coleta do néctar, a polinização que é a fertilização dos vegetais através das flores, a colheita e transporte do pólen, a produção do mel e da cera, a construção geométrica dos favos com orientação segura para a armazenagem do mel, e se a família correr algum risco de agressão, parte para a defesa numa missão suicida, sem volta. Nesta magia, mais a utilização da cera e do mel como alimento e remédio, o homem se atrela a abelha desde a pré-história.
A Espanha documenta pinturas rupestres com mais de 7000 anos. No código da Hamurabi, o mais antigo conjunto de leis que se conhece, datado em 2000 a.C. na época da hegemonia babilônica sobre a Mesopotâmia. Em lei também esta presente na antiga Grécia onde mereceu até ser esculpida em jóia 2500 anos a.C.. E assim, em vários momentos da nossa história, em vários lugares da terra, a abelhinha marca a presença.